Debaixo Do Céu
Debaixo Do Céu

Debaixo Do Céu

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Nicholas Oulman é de origem judaica e em Debaixo do Céu dá voz a vários sobreviventes (hoje com cerca de oitenta anos), que aquando da ascensão de Hitler e da perseguição aos judeus, lograram deixar Berlim e rumaram a Sul. Para estes refugiados, Portugal foi um porto seguro, um porto de esperança a caminho de um recomeço, enquanto circulavam notícias do horror dos campos de concentração.
Debaixo do Céu é composto inteiramente por imagens de arquivo, que ilustram os testemunhos e são imagens preciosas para compreender um período negro da História. 
Com esta estreia, assinalamos os 80 anos sobre o início da II Guerra e o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto (que se celebra a 27 de Janeiro).


Houve judeus que, antevendo os maus tempos que se avizinhavam, deixaram Berlim em 1933, enquanto outros, não acreditando que a situação política se deteriorasse, ali permaneceram até ser tarde demais. 
Hitler desenvolve rapidamente uma ideologia anti semita e em simultâneo a indústria bélica. Invade grande parte da Europa e estende a perseguição aos judeus nos territórios que ocupa. Com a tomada de França em 1940 cai um bastião da liberdade.
Três milhões de refugiados rumam a sul. Nenhum judeu estava a salvo. Como conseguiram sobreviver? Em que circunstâncias? Que viagem foram obrigados a fazer? 
Mais de cem mil destes judeus tiveram uma coisa em comum: a sua passagem por Portugal onde viveram em zonas de residência fixa.
Portugal, um país conservador, sob a ditadura de Salazar, acolheu então uma grande população de Judeus refugiados, o que causou grande impacto social no país. 
A partir de 1942 começaram a circular rumores de histórias de horror sobre os campos de concentração de Hitler, onde o homicídio em massa de judeus acontecia.
Portugal foi apenas um lugar temporário para os judeus que lutavam para recomeçar as suas vidas com tudo o que isso implicava: vistos para novas terras, meios de transporte, dinheiro, sobrevivência...
Portugal foi um enorme porto de esperança.
Neste documentário, tratamos a realidade que se expõe acima utilizando o ponto de vista de um conjunto de protagonistas que intervirão no filme nos dias de hoje e nos levarão ao que presenciaram e viveram quando eram uns crianças e outros adolescentes. 

Nota de Produção e Realização
A memória é determinante para a construção do futuro. 
É o grande e melhor instrumento que nos pode ajudar no desenvolvimento de uma civilização que sirva cada vez mais o bem estar do indivíduo e do colectivo nas nossas sociedades.
Nos dias de hoje a vida corre vertiginosamente. O tempo que nos sobra é escasso e insuficiente para que nos possamos debruçar sobre muito do que é importante para nós e para os outros e nisso podermos reflectir.
Conhecemos os factos da História contemporânea da humanidade mas quase sempre de forma superficial e no quadro de uma formação genérica que fica aquém dos sentimentos e emoções com que nos identificamos no nosso quotidiano.
Sobre o tema de "Debaixo do Céu" - a perseguição de judeus pelo regime nazi antes e durante a 2ª Guerra Mundial - muitos filmes foram feitos. 
Quisemos fazer algo diferente ao abordar essa época negra da nossa História. E fazer diferente no que respeita ao que sobre isso se dissesse e no como mostrar em imagens a realidade do que fosse dito. 
A ideia de partirmos da experiência de vida de cada interveniente, das suas histórias muitas vezes aparentemente banais, das reflexões que encerram passados estes tantos anos e que compõem as pequenas grandes coisas que marcam a existência, pareceu-nos o melhor caminho. 
Ao nível da imagem não quisemos utilizar o já visto vezes sem conta. Quisemos evitar o fácil e o óbvio. Quisemos escolher visualmente o que melhor se relacionasse com o que fosse dito, mesmo que indirectamente, e pudesse criar situações de identificação com o espectador deixando nele fluir o seu imaginário, os seus sentimentos e as suas emoções. 
Ao nível do som quisemos compôr para esse universo criando uma montagem que permitisse perceber a intensidade dramática do que se dizia, o valor do que se perdera, a profundidade do que parecia ser apenas simples e também a esperança de que apesar de tudo é possível sermos melhores. 
E foi com base nestes três factores que construímos o filme proporcionando ao espectador um livre relacionamento com a obra, possibilitando-lhe ser ele próprio o viajante de cada uma dessas viagens que os intervenientes fizeram nessa perturbante fuga da barbárie nazi, das trevas e dos campos de morte. Quisemos abrir assim o terreno para o conhecimento, a identificação, a reflexão e a rejeição de tudo aquilo poder acontecer de novo.
Porque tudo o que nos é dado ouvir, ver e sentir se passou aqui, nos mesmos lugares onde hoje vivemos e os nossos filhos, netos e bisnetos viverão também, debaixo desse mesmo céu. 

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